2.6.08
Minha crÃtica…
Ai ai que emoção…. lembrando aqui que este blog foi criado não só para minhas postagens sem noção mas para quem sabe conter meuportfólio… e por isso modétia a parte.. aqui está meu texto para o Canal da imprensa uhhhuuuu (veículo que eu pagooo pau manooo..);.;.. bom .. vamos direto ao ponto.. vejam minha crítica à folha de são paulo na ediçãosobre misticismo e esporte:
A Folha e suas páginas
Carolina Nogueira
A Folha de S.Paulo não apresenta nenhuma propensão ao misticismo. Pelo menos o impresso aparece livre de crendices, tabus, sortes, ou energias ao informar ao leitor e ao torcedor as novidades do futebol ou de outros esportes. Na Folha, o futebol, com mais propensão ao misticismo que os outros esportes, divide espaço com matérias de interesse da classe média-alta, como o tênis de Guga, os preparativos para as olimpíadas ou ainda novos projetos políticos e culturais para o esporte. As fotos, assuntos, matérias e entrelinhas não aparentam tendência ao místico, à sorte ou coisas do tipo. O editorial, bem como a coluna do renomado Juca Kfouri, por vezes limitou-se a analisar o futebol paulista revelando suas preferências.
A posição da Folha Online também não é diferente, embora dê mais atenção ao futebol nacional e internacional. O texto, as imagens e informações são nada supersticiosas. Por outro lado o veículo faz bom proveito do editorial e deixa transparecer seu viés. Parece ser de costume na Folha começar o texto opinativo com historias verídicas ou não, decorrendo determinado assunto ou partida. Para concluir o texto, algumas linhas comentam os acontecimentos em evidência. Dessa maneira, a Folha Online afirma suas tendências místicas.
Lugar certo
O editorial de 23 de março de 2006 trouxe o seguinte título: Futebol e superstição. No decorrer do texto frases como "Todo mundo sabe que casos como estes (supersticiosos) decidem partidas de futebol" e uma teoria que defende as rezas, crendices e simpatias do torcedor apaixonado. Neste editorial o autor explicou por que certas superstições não funcionam principalmente em clássicos: "Provavelmente, algum outro evento agiu contra — sim, uma superstição pode anular outra". No final do texto o editor afirma: “É claro que os técnicos ainda se preocupam com esquemas táticos, preparação física, motivação, eficiência técnica. Mas, no final, o que decide é a superstição. Até os treinadores sabem disso”.
Um exemplo mais recente é o editorial de 29 de maio deste ano que começa com um fanático torcendo para que um jogador acerte o pênalti. “O gordinho, corintiano roxo, ajoelhou-se no chão. Rezava com fervor para todos os santos de que tinha conhecimento para que Raí convertesse um pênalti. Raí, o são-paulino”. Mesmo o conteúdo do texto era sobre sorte. O gordinho havia apostado num bolão que o São Paulo ganharia. Energias, superstições e sorte. Os jogos de sorte entram em campo. E o jornal sabe onde eles entram.
A equipe fez a lição de casa e sabem que a regra é clara: o editorial é o espaço que o jornal tem para se posicionar enquanto o jornalista pode ter suas opiniões, mas não deve deixá-las transparecer. Quanto a esse posicionamento, a imprensa poderia até encontrar jornalistas que não torcem ou que nem gostem de futebol, mas este profissional dificilmente aceitaria ser jornalista esportivo. Jornalismo e paixão andam juntos e por que não paixão pelo esporte? Jornalistas podem ser torcedores apaixonados. Só não podem esquecer o espírito crítico e a ética jornalística e deixar pra torcer em casa e não na redação.
Página em branco
Observando desta forma, não se pode acusar o jornal online de ser imparcial e de enfiar goela a baixo do leitor um ou outro conceito. Ele mantém a posição coerente do jornalismo de apresentar a informação sem ideologias embutidas no conteúdo e reservar o espaço chamado opinião para defender seu ponto de vista. Mística ou supersticiosa, talvez, mas o veículo sabe quando e como apresentar suas idéias.
A Folha sofre de dupla personalidade. Enquanto um veículo impresso tem linha editorial completamente voltada para os campeonatos na essência, o online usa o espaço que tem direito para manifestar sua posição. No veículo chamado de príncipe do jornalismo, se comporta com respeito e no moderninho jornal online ela mostra a personalidade verdadeira. Como toda moeda tem dois lados, parece que toda folha tem duas páginas.


criado por carolnog
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