Nunca imaginei….

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita. Mario Quintana

25.9.08

O Texto Jornalístico…

A língua que ninguém fala

Por Carlos Brickmann em 17/5/2005

Gente, que horror! Um grande jornal decidiu seguir a cartilha do Lula e chamar os negros de "afrodescendentes" – uma cópia meio mambembe dos afroamericans que os Estados Unidos passaram a usar. O objetivo é evitar palavras "negativas", como "negro" ou "preto". É interessante verificar que as mesmas pessoas que vêem conotação negativa em "negro" ou "preto" acham normal chamar alguém de "branco". Branco não é "negativo". Preto é. Quem é racista?

Este colunista gosta de ciências, mas não chega a ler revistas estrangeiras. Foi nos jornais brasileiros que hoje chamam negros de afrodescendentes que aprendeu que a origem do ser humano é a África. Somos todos afrodescendentes.

A discussão sobre a afrodescendência recorda outra, hoje abandonada, sobre o nome dos americanos. Americano não podia, porque também somos parte da América; norte-americanos também não, porque México e Canadá também estão na América do Norte. Alguns optaram por "estadunidense". Só que estadunidenses são também os mexicanos, nascidos nos Estados Unidos do México; e, antes que mudassem o nome do país para República Federativa, também os brasileiros.

Em geral, quem tenta fugir aos nomes consagrados revela o racismo que tem dentro de si. O cavalheiro não é "judeu": é de "ascendência judaica" (ou, muitas vezes, de "descendência judaica", o que mostra que além de racista o redator é meio analfabeto). Não é "índio", mas de "ascendência indígena".

Negro é negro, anão é anão, judeu é judeu. Preconceito é outra coisa.

Novilíngua

Aliás, nós jornalistas adoramos usar uma língua que ninguém fala. Chamamos o passageiro, por exemplo, de "usuário". E o ônibus, o popular busão, de "coletivo". Aquele lugar por onde os carros (ou melhor, viaturas) rodam, que nos velhos tempos se chamava "rua", passou a ser "leito carroçável". E tome cuidado: às vezes, o usuário da viatura pode ser conduzido no contrafluxo.

Na verdade, na verdade, não chega a ser uma adoração jornalística pelo inusitado. O problema é que, entrevistando técnicos e ouvindo seu jargão, o jornalista muitas vezes o assimila e se torna incapaz de traduzi-lo para o português normal. E toca a chamar avião de aeronave e a falar da "implementação" de projetos.

Às vezes, é pura e simples invenção. Vá ao restaurante Speranza, ou ao Babbo Giovanni, em São Paulo, e veja se alguém pede uma "redonda". Agora, leia as indicações dos jornais: no duro, é verdade, eles chamam pizza de redonda. Outras vezes inventam moda: note que nenhum produto agora é vendido, é "comercializado". Já imaginou alguém chegando ao boteco e perguntando ao português se ele "comercializa" empadinha de palmito?

Mas, para ser justo, não é só jornalista que gosta dessas coisas. Funcionário público também – tanto que, se você morar em São Paulo, no seu prédio o atestado de que o elevador foi vistoriado o chama de "aparelho de transporte", ou simplesmente AT. O "aparelho de transporte", em vez de elevador, ainda não chegou aos jornais. Mas deve ser apenas uma questão de tempo.

Entre as manias que temos

E, já que estamos falando de manias, uma que pegou firme é a de dar a nacionalidade do cavalheiro antes de citar seu nome. O "uruguaio" Lugano, o "argentino" Passarela, o "iraniano" Kia Joorabchian – como se o leitor não estivesse careca de saber a nacionalidade dos personagens (e, a propósito, como se isso tivesse alguma importância na ordem das coisas). Mas o mais engraçado é o que ocorre na Fórmula 1: o "piloto brasileiro" Rubinho Barrichello. E não fica por aí: a partir da segunda citação, é "o brasileiro Rubinho". A essa altura do campeonato, colegas, quem se surpreenderá com essa revelação?

Volta, revisão!

Este colunista trabalhou com os grandes Ruy Onaga, Raul Drewnick, Luís Carlos Cardoso. Que grandes goleiros! Com gente como eles na retaguarda, o chiquérrimo restaurante a ser inaugurado em São Paulo não teria um "piano de caldas", conforme o material enviado à imprensa. Nem uma jornalista se intitularia "acessora de imprensa".

Está certo, com o final da revisão ficou mais fácil verificar quais profissionais conhecem e quais não conhecem o idioma em que se expressam. Só não se esperava que os que não conhecem continuassem escrevendo numa boa, ferindo os olhos e ouvidos de leitores, ouvintes, telespectadores e internautas.

Num só dia, em grandes jornais, fomos informados de que a cartilha do Lula, aquela de termos politicamente corretos, foi "distribuída e depois suspendida"; e que se previa um congestionamento em certa região de São Paulo porque ali haveria um "concerto". Não, a Sinfônica Municipal não se apresentaria naquele local, atrapalhando o trânsito: seria substituída por uma empreiteira.

Os bons

Parabéns ao Correio Braziliense, ao Estado de Minas e ao blog de Ricardo Noblat . Foram os primeiros a dar a separação de Ronaldinho Gorducho e Daniella Cicarelli, com detalhes que outras publicações não conseguiram obter no dia seguinte. Noblat conseguiu ainda a foto de uma bela modelo espanhola, que teria sido um dos pivôs da separação.

Há algum tempo atrás meu pai me recomendou esse colunista e eu não dei moral. Um título me chamou a atenção e acabei por ler o texto e gostar.  Recomendo o texto e o colunista.

criado por carolnog    10:37 — Arquivado em: Sem categoria

23.9.08

Olhando por esse lado…

 " Quando o Papa João Paulo II veio ao Brasil pela primeira vez, nós estávamos em transito do regime militar para a democracia.

O presidente era João Batista de Oliveira Figueiredo.

O Papa perguntou ao Presidente o motivo de ter tantos ministros, ao que obteve como resposta:

Santidade, Jesus não tinha 12 apóstolos? Eu tenho 12 ministros”.

Se hoje o Papa Bento XVI perguntar ao Lula para quê 34 (35?) ministros?

O molusco, certamente irá responder:

“Veza bem companheiro santidade……Ali Babá num tinha 40 ladrões? "

criado por carolnog    13:41 — Arquivado em: Sem categoria

22.9.08

Música do dia - O Bêbado e o Equilibrista

 

Composição: João Bosco e Aldir blanc
Intérprete: Elis Regina

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos…

A lua
Tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens!
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!
Louco!
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Prá noite do Brasil.
Meu Brasil!…

Que sonha com a volta
Do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete
Chora!
A nossa Pátria
Mãe gentil
Choram Marias
E Clarisses
No solo do Brasil…

Mas sei, que uma dor
Assim pungente
Não há de ser inutilmente
A esperança…

Dança na corda bamba
De sombrinha
E em cada passo
Dessa linha
Pode se machucar…

Asas!
A esperança equilibrista
Sabe que o show
De todo artista
Tem que continuar…

criado por carolnog    10:20 — Arquivado em: Sem categoria

Para submarketeiros..

"Não vote em branco, vote no negão. Greg para Vereador 36036". Quanta criatividade não? O subestagiários já deu bastante exemplo disso. Mas mudando um pouco o foco: depois que meu pai começou a trabalhar como assessor de um candidato a prefeito, bateu uma curiosidade sobre o mundo da política. Descobri que comunicação e política são como você e seu mp3. Um não funciona sem o outro.

Chega uma hora que dá tique nervoso ficar naquele silêncio de matérias frias, ou uma concorrência nova para embalar a criação. E por outro lado imagine o que seria do período eleitoral inevitável com uma grande lista de candidatos exposta nos cartórios sem debates acalorados ou apelações como as do Greg. Por mais que esse interesse não surja logo no começo da carreira, uma hora ou outra quando se pega firme no batente ela aparece nos freelances, nas manchetes, nos quebra pau, no jargão "esses políticos só sabem fazer promessa", ou no meio de alguma polêmica. É muito difícil encontrar estudantes de jornalismo e publicidade fãs de política. E de acordo com o bordão do subestagiários: Que bom! Tchau concorrência!

Recentemente conversando com alguns colegas de sala chegamos ao assunto política. E para minha surpresa sobre determinados assuntos todos tinham uma opinião. “Se liberassem a maconha a violência diminuía” comentou uma menina que, acredite se quiser, curte um baseado. “O que aquele prefeito fala que fez nem foi ele, foi uma ONG e todo mundo ainda acredita”, acusou um rapaz amicíssimo da família da concorrência. Todos deram o pitaco.

Imagine o que seria se esse povo resolvesse se candidatar! O que seria da política? Ainda bem que esses poucos que se interessam fazem publicidade e jornalismo. Estes estão no caminho certo. O desejo de se envolver pode ser muito bem aproveitado. E aqueles que odeiam política inevitavelmente têm uma opinião sobre educação, saúde pública, turismo, indústria e pode muito bem trabalhar promovendo esta ou aquela idéia.

Publicitários, jornalistas, ou assessores de imprensa. Todos são, sem sombra de dúvida, formadores de opinião. Os comunicadores pelo menos precisam acreditar nessa. E é por isso que somos os principais aliados da política.

Spot, jingle, flyer, campanha, VT. Você sabe bem o que significam essas palavrinhas. O candidato não. Só o que ele sabe é que sem essas coisas (das quais você um dia vai estar encarregado) ele não chega nem perto da prefeitura ou da câmara. É possível argumentar que ninguém assiste ao horário político, mas acreditar em algo assim é uma grande hipocrisia, pelo menos para publicitários. Afinal, se ninguém assiste, que passe a assistir. Embora alguns jovens, conformistas e os alienados não se importem com política, há quem se importe e para estes você precisa dizer como andam as coisas. O Horário Eleitoral Gratuito não mede audiência, conta voto. Político não ganha Intercom nem Cannes, ele se elege. Você tem dúvida de quê o cara que fez a campanha do Lula para a reeleição em meio á mensalão e mensalinhos, é um grande profissional? Enfim, se todos estes argumentos não te convencerem a trabalhar com política aí vai meu argumento “à la Greg”: De acordo com editais, lá em Brasília o salário médio da imprensa é R$ 9.008,12. E aí, submarketeiro, comprei seu voto?

Carolina Nogueira

criado por carolnog    10:05 — Arquivado em: Sem categoria

3.9.08

Era só o que faltava

Respirando até cair

A empresa inglesa Awol está fazendo sucesso com um aparelho de álcool vaporizado, a solução para quem quer ficar bêbado mas não gosta de beber. Ele mistura drinques a oxigênio e forma uma névoa que pode ser inalada para encher a corrente sanguínea de álcool. Poupa o estômago do estrago causado pelas bebidas, mas não evita a ressaca do dia seguinte.

http://super.abril.com.br/superarquivo/2004/conteudo_365116.shtml

Juro que a intenção não é  virar sucursal da Super.. mas eu não pude evitar..

Mano…num tem mais nada pra inventar na intenção de ficar brisado…

criado por carolnog    15:05 — Arquivado em: Sem categoria

2.9.08

Detalhe importante..

Bom, um detalhe bastante importante em relação à matéria da superinteressante. Comprovando  fortemente a "ideologia" da matéria caso consulte a página da superinteressante você vai ver na parte de comentários que aparentemente um casal, provavelmente bloqueado no ambiente de trabalho, resolveu conversar através de comentários em uma matéria qualquersem levantar suspeitas. É "eu te amo meu amor" pra lá e  "beijsu tchutchuca" pra cá…Isso que é vender uma idéia apaixonadamente!!!

criado por carolnog    17:49 — Arquivado em: Sem categoria

A que ponto chegamos

Ficar sem net é o mesmo que ser roubado…

Você fica estressado quando a net cai, o Google não entra, seu e-mail trava? Então está viciado, diz um estudo, e as conseqüências são sérias. Segundo a pesquisa, que monitorou a atividade cerebral dos junkies, ficar desconectado tem o mesmo efeito no cérebro do que estar uma hora atrasado para uma reunião importantíssima. Ou então prestar vestibular e, na pior das situações, ser roubado.

O sintoma foi definido pelos psicólogos como um sentimento de estresse e ansiedade quando alguém é impedido de conseguir acesso imediato à informação - a internet é a principal fonte para 87% dos britânicos. Cerca de 76% dos entrevistados admitiram não conseguir viver sem internet, sendo que 53% deles passam mais de 4 horas por dia online. E 44% ficam confusos e desorientados se a internet cai.

De acordo com o estudo, o nível de estresse dos homens sem internet era pior à noite. Enquanto que as mulheres se sentiam mais estressadas se ficavam sem conexão durante o dia.

Sexta-feira foi considerado o pior dos dias para ficar sem rede, porque impede que as pessoas programem seus finais de semana – e a maioria usa o Google para fazer isso.

E aí, você consegue responder se passa mais tempo no computador do que com a própria família? Acha isso normal?

http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/107435_post.shtml

Texto extraído da revista super interessante.

Bom, a que ponto chegamos né.. falta de conexão com o mundo virou tragédia. Imaginem vocês que esses dias recebi a ligação de uma estudante pedindo que eu fizesse de dentro da redação uma pesquisa escolar!!.. Raciocínio perfeito.. os detentores de informação certamente tem acesso à internet, centro da informação. Mas será que alguém já ouviu falar de livro? telefone? carta? visita pessoal ?. história de vó? ou coisa assim… é um apena.. perdeu metade da vida. Sem tirar a importância da " rede mundial" , mas mesmo assim, gente precisa de gente.. e tem coisa que a máquna não consegue substituir…

criado por carolnog    17:44 — Arquivado em: Sem categoria

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Am I a spambot? yes definately
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