Nunca imaginei….

A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita. Mario Quintana

7.7.09

Detalhes tão pequenos..

 

No canto da sala sofisticada, a mala já está feita. A TV está ligada na tentativa de sufocar todos os sons de discussão que estão por vir.  Bem vestida, bem sucedida e bem de saúde, a esposa cansou de ser bem intencionada e agora ensaia as palavras certas.

                                                        

O controle passa por diversos canais e pára no clipe de uma música antiga do Roberto Carlos. Instantaneamente a mente da mulher realizada vai 20 anos atrás no dia em que conheceu o marido, hoje, atrasado do trabalho. Ela viaja nos acontecimentos e do primeiro encontro pula para o primeiro beijo, o noivado e o dia do casamento. Pensava na hora em que, jogada nos braços nem tão fortes assim do marido, entram na primeira casa. O som das maçanetas se confundem e o homem de negócios entra pela porta sem desconfiar de nada.  Ele a beija surpreso.

 

- Boa noite, amor. Não achei que estivesse acordada.

 

- Pois é, hoje tive que ficar acordada. Tenho algo importante a dizer.

 

Cansado das horas de trabalho e do sono mal dormido, o marido dedicado quer mesmo é um bom banho, mas disfarça e se dispõe a ouvir.

 

- Algum problema?

 

- Bom, a minha mala está pronta. Acho isso significa que temos um problema. E um dos sérios.

 

- Ok. Espera um minuto, querida. O que está acontecendo? De um dia para o outro você está indo embora de casa? Que minhocas a megera da sua mãe já pôs na sua cabeça?

 

- Minha mãe ainda não sabe de nada. E nós temos 20 anos de casados, Rogério. Nada pode ter acontecido de um dia para o outro.

 

- Sim, mas para mim foi. Nós temos problemas sim, Marisa. Mas juntos estamos resolvendo eles. Olha. Eu consegui um dinheiro extra essa semana…

 

- Se o problema fosse dinheiro, não faria sentido sair de casa. Além do que a gente vive  bem. O problema é que….

 

- Qual é o problema?

 

Irritado, o esposo desliga a televisão e fita a mulher que se desespera sentada no sofá. Ela busca de novo as palavras mais apropriadas. Como se houvesse no seu extenso vocabulário palavras certas para desfazer um casamento.

 

- Você não tem culpa, Rogério, mas não dá mais. Eu não posso mais viver assim.

 

-Assim como, meu Deus? Você está parecendo louca! Eu não te dei tudo? Eu trabalho, vaiajamos sempre que possível, sou fiel a você. É verdade certo que preciso perder essa barriguinha de chopp mas…

 

- Eu sei Rogério! Eu sei que não posso reclamar de nada! Mas essa barriguinha de chopp tem tido conseqüências drásticas.

- Espera outro minuto. Estou entendendo o que está acontecendo aqui. Qual é o nome do filho da mãe?

 

- Nome de quem, Rogério?

 

- O nome do seu amante! Pode falar. Eu quero saber. Por que aí eu vou atrás dele, dar uma surra no safado. Ou pelo menos mando alguém fazer isso, por que dependendo do tamanho do safado…

 

- Que amante? Eu não tenho amante nenhum. Você é quem está ficando louco.

 

- Eu sabia que você tinha um amante, Marisa. Não minta para mim.

 

- Querido. Eu não tenho nenhum amante. Eu estou saindo de casa por outro motivo. Senta aqui do meu lado

 

Mais confuso do que nunca, o sempre compreensivol marido, senta e pacientemente ouve a explicação.

 

- Você é um homem tão bom, Rogério. Tão compreensivo, paciente, dedicado, carinhoso. Faz um dos melhores churrascos que já vi. Mas… eu não posso continuar vivendo com você. Veja. Eu estou tendo problemas no trabalho. Esse problema está me preocupando tanto que não consigo render na empresa. Os cuidados com a casa também estão falhos. Não tenho mais ânimo para nada. Não posso mais viver assim. Não posso mais  dormir ao seu lado.

 

-Não há nada o que eu possa fazer, Marisa?

 

- Não, rogério. Não há. Eu já tentei de tudo.

 

- E que problema é esse afinal? Talvez, eu pense em algo que você ainda não pensou.

 

- Não fique sentido, Rogério. Este é um detalhe que com o tempo se tornou insuportável. Sei que a culpa não é sua. Por favor não fique triste comigo.

 

- Eu sei que não sou perfeito Marisa. Durante todo este tempo eu só quis ver você feliz.

 

- Rogério. Não posso mais dormir ao seu lado por que….

 

- Só quero saber o que fiz de errado, pode falar..

 

- Você…

 

- Fala Marisa!

 

- Rogério. Você ronca. E ronca muito. Ronca como um javali depois do almoço. Ronca como eu nunca imaginei que fosse possível alguém roncar. Eu não suporto mais dormir ao seu lado.

 

 

Rogério está catatônico com a resposta.  Ainda meio confuso, o marido, quer esclarecer as idéias na cabeça e pergunta com a calma de quem quer ter certeza de ter escutado a coisa certa. Marisa responde desconcertada.

 

- Eu …Ronco?

 

- É, Rogério, você ronca bastante…

 

- Você vai sair de casa…… por que eu ronco?

 

- É.

 

- E você não pode nem dormir em outro quarto, por exemplo?

 

- Faz dois meses que eu durmo no porão.

 

- E por que você não me falou nada desse problema

 

- Mas eu falei Rogério. Falei inúmeras vezes. Durante a noite, durante o dia durante o almoço. Dei indiretas para você maneirar no chopp. Eu marquei consultas no otorrinolaringologista. Comprei aparelhos dentários para você.  Isso sem contas na pancadaria que rolava a noite.  Você dizia que era tudo frescura, que você tem a saúde de um leão. Não acreditou quando eu disse que roncava como um leão também. Tive medo que você morresse em uma das suas afogadas com o ronco.  Por outro lado quase te matei tentando abafar o barulho com o travesseiro

 

- É lógico que eu pensei que era bobagem. Não achei que isso fosse tão importante para você a ponto de sair de casa!

 

- Pois é,. Roncar não é um problema para quem ronca. É um problema para quem dorme com quem ronca. A minha terapeuta me explicou isso.

 

-Você tem uma terapeuta?

 

-Depois do episódio do travesseiro comecei a me consultar com uma. Mas de qualquer forma, se o ronco não é um problema para você eu sou obrigada a sair de casa e deixar que você more sozinho, com seu ronco..

 

Carolina Nogueira

 

to be continued… 

 

 

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4.7.09

Esses dias fiz um teste pra descobrir que livro eu sou. Sao poucas perguntinhas .. o resultado do meu foi esse aqui. Sou Memórias Póstumas, A paixçao segundo G,H e Doidas e Santas. Veja por que o teste achou isso.

“Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro… Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.
“Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.

Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

“Doidas e santas”, de Martha Medeiros

Moderninha e solteira, ou radiante de véu e grinalda? Eis a questão da jovem (ou nem tão jovem) mulher profissional, cosmopolita e, apesar de tudo, muito romântica. Eis a sua questão! Confesse: quantas horas semanais você gasta conversando sobre encontros e desencontros sentimentais com as suas amigas? Aliás, conversando não. Analisando, destrinchando… Mas isso não quer dizer que você só questione a existência de príncipe encantado, não. A vida adulta hoje não está fácil para ninguém, como bem mostram as 100 crônicas de “Doidas e Santas” (2008), que retratam os sabores e dissabores da vida sentimental e prática nas grandes cidades.

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29.6.09

Teatro nos terminais

Diversão e boas maneiras viajam nos ônibus da EMTU

Ao exagerar situações cotidianas, Escovão e Touquinha mostram principais gafes dos usuários de transportes coletivos

Uma dupla de passageiros barulhenta e muito esquisita tem agitado as viagens de ônibus  na cidade. De segunda a sexta-feira, Escovão e Touquinha invadem os trólebus do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus-Jabaquara) da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) e não deixam nenhum passageiro em paz. Por meio de provocações e exageros de situações cotidianas, mostram as principais gafes cometidas por usuários e ensinam as regras da boa convivência nos transportes coletivos.

Com uma imensa mochila nas costas e celular em punho, tocando forró em alto volume, Touquinha entra no ônibus e logo arruma encrenca com Escovão, que, indignado, o repreende por obstruir a passagem na catraca. Mas Escovão também não é bom exemplo: além de conversar aos gritos pelo celular, sua enorme cabeleira, no melhor estilo black power, incomoda quem estiver por perto.

Dessa forma, com muito humor e sem cerimônias, os dois personagens reproduzem situações, apontam deslizes dos passageiros e ainda convidam o público a praticar pequenas gentilezas no dia a dia.

A campanha faz parte do Programa Teatro nos Terminais, parceria entre a Concessionária Metra, operadora do corredor, e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU/SP. O objetivo é transmitir aos usuários do sistema, por meio de esquetes teatrais, informações de utilidade pública e orientações para melhorar o convívio durante as viagens.

Cada apresentação teatral tem duração média de dez minutos, tempo suficiente para os personagens despertarem na “plateia” muitas risadas, olhares constrangidos e gestos embaraçados, como tirar disfarçadamente a mochila dos ombros ou afastar-se das portas do ônibus. Os atores fazem seis viagens diárias, sempre em pontos diferentes, para abranger o maior número de possível de passageiros. “A reação é sempre positiva, e mesmo aqueles mais sérios, que resistem nos primeiros  minutos, acabam interagindo com a gente no final”, explica César Augustus Finhana, o Touquinha. “É interessante observar o resultado, muitas vezes imediato. Quando entramos no ônibus, se alguém está com a mochila nas costas, automaticamente ela tira e coloca na frente”, completa Aliu Coelho, o Escovão.

A integração com o público é tanta, que ao final da apresentação, todos aplaudem, agradecem, muitos dão sugestões e outros ainda “puxam” aplausos ou vaias para os passageiros exemplares ou os mais relapsos do veículo.

Sugestões – Essa iniciativa começou em março, quando um ator interpretando uma jornalista – a Fátima Jabaquara, que também se chamava Fátima São Mateus, Fátima Diadema, etc. –, percorreu os terminais e coletou sugestões entre os usuários, para detectar o que os incomodava no uso diário do transporte coletivo. As queixas quanto às mochilas nas costas, som em alto volume e ao desrespeito  à mulher e aos idosos serviram de base para a montagem das esquetes teatrais . Por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher, os atores representaram situações envolvendo gestantes e mulheres com crianças no colo.

No mês seguinte, foi a vez de uma velhinha encrenqueira entrar nos ônibus,  repreendendo os passageiros mais distraídos.  “Ela era meio abusada, encrenqueira, mas  estava tão bem caracterizada, que muitas pessoas levantavam-se para dar o lugar a ela”, lembra Aliu. No caso da dupla Escovão e Touquinha, o sucesso tem sido tão grande, que o trabalho já dura três meses.

Fernando Lyra, diretor da equipe de atores- passageiros, destaca a importância de levar à população noções de cidadania por meio da arte. “Muitos usuários do transporte público não têm condições de ir ao teatro. Então, ao mesmo tempo em que levamos conhecimento, colocamos essas pessoas em contato com a cultura”, explica.

Os próximos temas da campanha serão a destinação correta do lixo, que

orientará o público a não jogar papéis e garrafas pela janela do veículo, e segurança, que abordará os riscos de viajar nos degraus do ônibus e maneiras seguras de atravessar os corredores dos trólebus.

A Metra mantém um canal de comunicação direta com os usuários por meio do telefone (11) 4390-3880 e do endereço: atendimento@metra.com.br

Fonte: Diário Ofical do Estado de São Paulo

criado por carolnog    11:32 — Arquivado em: Sem categoria

11.6.09

Ocaso

A menina entra em casa ainda saltitando e dando piruetas. O sorriso de quem brincou a tarde inteira de um dia de sol não queria mais sair do seu rosto. A mãe já a apronta para ir dormir e quando a menina se dá conta, já está de pijamas e tomando um leite quente. A empolgação de criança brincando ainda não foi embora. Como em um susto ela vê que acabaram-se as brincadeiras.

 

- Boa noite, meu coração.

- Boa Noite?- pergunta a menina espantada

- É filha, está na hora de dormir.

 

Ela simplesmente não se conforma com a idéia de ir dormir e deixar a amarelinha, pega-pega, boneca, casinha só para o outro dia. Uma discussão quase que filosófica surge na cabeça de uma garotinha. Nos seus cinco longos anos de vida, sabe que brincar é a melhor coisa do mundo.

 

- Mas eu não quero ir dormir. Quem falou que é hora de dormir?

- Quando o sol vai embora é hora de dormir, menina.

 

Ela olha para fora e não vê se quer um raio de sol. Chora como a criança que é.

 

- O sol foi embora, né, mãe?

- Foi filha. É hora de descansar. Não chore por isso.

- Mas por que ele foi embora, mãe? – soluçando, ela questiona.

 

Pacientemente a mãe tenta não entrar no assunto rotação e translação e tenta dar uma resposta simples.

 

- Bom, o sol foi embora por que é necessário. Existem crianças em outros lugares que pediram que ele fosse brincar com elas.

 

- Mas agora quando eu vou brincar? – ela perguntava preocupada, olhando para a janela.

 

- Você agora deve dormir, coração. Toda criança precisa descansar.

 

- Eu não quero descansar, eu quero saber onde foi o sol.

 

A menina nesta hora se lembrava de todas as brincadeiras, do calor do sol, e de tudo de bom que havia lá fora que o sol mostrou para ela. Era difícil pensar que ele teria ido embora sem avisar quando voltaria. A mãe preocupada com o engano da filha tenta adormecer a menina.

 

- A noite é importante, princesa. E você já parou para pensar que amanhã podem vir outros raios de sol?  Tão fortes, quentes e gostosos como os que se foram.

 

A filosofia vira negociação e a garota se interessa na proposta. Aproveitando que a menina tenha parado de chorar, a mãe continua a sugestão:

 

- Por que você não aguarda que o sol chegar amanhã. E se você dormir um pouco a noite passa muito mais rápido, querida.

 

Os olhinhos já não estão mais tão vermelhos, e os soluços cessaram. Com uma expressão que mistura tristeza pelo fim e esperança pelo novo dia, ela se acomoda debaixo das cobertas.

 

- Promete que o dia chega logo? – pede a menina apreensiva

 

- Prometo. Descansa coração.

 

Carolina Nogueira

criado por carolnog    22:26 — Arquivado em: Sem categoria

22.5.09

Foi-se

 

Quantos dias o tempo leva?

Quantas idas o tempo leva?

E se ele passa mas não leva?

E se ele vela o que passa?

 

Oras, passam-se as horas!

Ora se tem por agora.

(Hora sem tempo é ora).

Ora se passou o tempo.

 

E se se vai o tempo?

E se se vem a hora?

Vai-se e vem-se agora

A gorar a ora

 

Quantas horas têm o tempo?

Quantas oras leva a hora?

Ora por mim agora

Por minutos que são ora.

 

Carolina Nogueira

Não me perguntem de onde veio essa brisa…

criado por carolnog    1:45 — Arquivado em: Sem categoria

6.5.09

O Jornalista

Branca como um papel, ela pisca pra mim com aquele olho preto e comprido.

-Vai, fala.

Eu olho pra ela assustada, querendo pintar a branquela com risquinhos que façam sentido.

- Não sei por onde começar.

O resto do mundo, só espera que alguma coisa aconteça e ela, sabendo disso, fica me fitando. Praticamente me acusa de não saber é de nada. Sente-se o começo de tudo, a imagem do mundo. Pensa que pode mudar a história e ainda virar papel de verdade.

- Isso eu não aceito.

Ela olha os rabiscos que fiz e rejeita-os. Petulante como sempre, acha que não ficou bonita. Deixa passar algumas coisas, mas só pra ter argumento quando for preciso. Se ignorar suas frescuras consigo saturá-la de palavras. Dependendo da palavra, ganho uma nova branquela para rabiscar.

Prefiro a rua, o povo, o fato. Afinal, eles não precisam de espaço, só de tempo, de abstração. Esse senhor, o tempo, também apavora. Cada troca de número é um susto que avisa o fim. Melhor ignorá-lo também.

Embora tudo exista na palavra. A palavra nem sempre existe pra tudo.

- Srª Lauda, me perdoe, mas você e suas páginas estão se tornando a parte chata do processo.

Carolina Nogueira

criado por carolnog    13:34 — Arquivado em: Sem categoria

29.12.08

Ao Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drumond de Andrade

criado por carolnog    18:39 — Arquivado em: Sem categoria

1.12.08

Música do Dia - Mr Blue Eyes

Mallu Magalhães
Composição: Mallu Magalhães

Fourty five past six I’m going school
People seem to smile think I’m crazy or fool
But I don’t care, why should I mind
If today I’m seeing you?

And last saturday I got happy
I got what I’ve been wishing
And that’s why I’m smiling alone
That’s why I’m happy whistling

(assobio)
Mr. Blue Eyes, don’t, don’t go away
(assobio)
Look at the skyes like we did last saturday

Something like midday I’m going home
People seem impressed, it make me feel alone
But I don’t care, why should I mind
if to say goodbye I can hug you?

And last saturday I got happy
I got what I’ve been wishing
And that’s why I’m smiling alone
That’s why I’m happy whistling

(assobio)
Mr. Blue Eyes, don’t go away
Look at the skyes like we did last saturday

Mr. Blue Eyes you were all right
So why do you have to start another fight?
I don’t care I don’t mind ’cause you’ll do it every night

I say that…

Last saturday I got happy
I got what I’ve been wishing
And that’s why I’m smiling alone
That’s why I’m happy whistling

(assobio)

Mr. Blue eyes don’t go away
Look at the skyes like we did last saturday

(papapa)

And last saturday I got happy
I got what I’ve been wishing
And that’s why I’m smiling alone
That’s why I’m happy whistling

criado por carolnog    23:36 — Arquivado em: Sem categoria

23.11.08

Música do dia - Angélica

Composição: Miltinho/Chico Buarque

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?

Só queria lembrar o tormento
Que fez o meu filho suspirar

Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?

Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar

Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?

Queria cantar por meu menino
Que ele já não pode mais cantar

Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?

Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar

 

Ouvi essa música no final do filme Zuzu Angel que depois eu falo sobre o que é.

criado por carolnog    1:21 — Arquivado em: Sem categoria

2.11.08

Antes de partir

21 coisas para fazer antes de partir…(se partir)

1-Ver Jesus voltar
2- Batizar cinco pessoas
3- Ganhar uma música escrita e cantata por Los Hermanos
4- Conhecer outros quatro países mais o Rio de Janeiro.
5- Cantar algum clássico da bossa nova com Maria Rita (O ideal era Elis, mas…)
6- Escrever um Best seller adventista
7- Entrevistar um presidente
8- Conhecer os artistas das minhas séries favoritas
9- Contracenar com Julie Andrews em um filme antigo
10- Montar uma clínica para minha mãe
11- Ganhar uma serenata com a música “Chega de saudade”
12- Passar um Natal na Times Square
13- Ser a primeira repórter mulher do CQC Brasil
14- Ser uma mãe tão boa quanto a minha
15- Colocar meu pai pra dar aula outra vez
16- Casar no Hawaí
17- Casar…(rsrssrsr)
18- Reformar o sistema de comunicação da IASD
19- Fazer uma trilha na Amazônia
20- Dirigir um carro de Fórmula 1
21- Viajar outra vez com a minha sala /coral

criado por carolnog    0:06 — Arquivado em: Sem categoria

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